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História da Ria de Alvor

Ria de Alvor

O nome Alvor terá sido atribuído pelos mouros e constitui, muito provavelmente, uma derivação de Albur, que significa “campo inculto ou baldio”, como refere Ataíde Oliveira na sua monografia. Depois dos Árabes, Alvor foi entregue a D. Sancho I aquando da sua conquista do Algarve. O castelo de Alvor, bem como todos os castelos existentes no Algarve passaram a pertencer a Portugal. Anteriormente, terá sido habitado por povos pré-históricos e mais tarde pelos romanos e visigodos.

Após a conquista do Algarve, Alvor entrou definitivamente na corte portuguesa. Nos primeiros séculos da monarquia surgem diversos textos de lei referentes à povoação de Alvor, o que demonstra a importância de que se revestia já então. A 28 de Dezembro de 1435, Alvor foi elevada a Vila pelo Rei D. Manuel. Até ao século XIX, os rios constituíram autênticas estradas para pessoas e mercadorias, até que começaram a ser substituídos pelos caminhos de ferro e de asfalto. Contudo, a um nível anterior e mais profundo do que o do postal turístico, o mar subsiste como a fonte principal da riqueza algarvia.

A fertilidade dos solos, aliada à riqueza do estuário de Alvor e da restante costa – envolvidas num clima ameno - atraíram desde sempre numerosas populações. É do equilíbrio dinâmico entre o oceano e a costa que nasce a Ria de Alvor, porto de abrigo para numerosas espécies que servem de chamariz, há milhares de anos, para comunidades que subsistem do marisco, do peixe e do sal.

Esforços desenvolvidos por diversas ONG's desde a década de 1980 têm sublinhado a importância da conservação da Ria de Alvor. No entanto, o reconhecimento nacional e internacional do estatuto de conservação do sítio tem enfrentado uma inércia considerável e não se traduziu, até hoje, numa protecção eficaz ou numa gestão positiva. Embora seja de louvar o facto da Ria de Alvor ainda não ser urbanizada, a ausência de uma intervenção rápida torna inevitável a contínua degradação do património natural.